Entenda a ligação da taxa Selic e da inflação com a economia do país
Entenda a ligação da taxa Selic e da inflação
com a economia do país
Economistas explicam o que fazer agora que a
economia do país voltou a crescer
Segundo
dados divulgados pelo site do governo do Brasil, a economia do país está
voltando a crescer, mesmo que lentamente e diante desta realidade o Banco
Central diminuiu a taxa básica de juros (Selic) de 8,25% para 7,5% ao ano. O
economista e professor da Universidade de Sorocaba, Renato Vaz Garcia, comenta
que estamos melhorando de maneira muito lenta. “A crise que tivemos foi muito
severa e a recuperação irá demorar alguns anos. Para isso, será fundamental a
aprovação de reformas importantes, como a previdenciária”, diz.
Um
reflexo da melhora econômica é a queda da Selic, que é a taxa de juros
utilizada como referência para as demais taxas na economia. Ela determina os
juros cobrados de uma forma geral na economia brasileira. Se existe pouco
dinheiro na economia, a taxa é alta, se tem bastante, a taxa é baixa.
O
professor do curso de Ciências Econômicas da Universidade de Sorocaba, Marcos
Antonio Canhada, explica que “sua tendência de queda neste momento é importante
pois auxilia no crescimento da demanda por bens e serviços e também
estimula investimentos, fatores importantes para a retomada sustentável do
crescimento econômico”.
O
aumento continuo e generalizado do nível dos preços de produtos e serviços é
chamado de inflação. “Se a inflação (nível de preços) está alta, significa que
as pessoas estão comprando muito, de modo que não há, necessariamente, muitos
produtos para serem vendidos. Assim, a demanda por produtos aumenta mais que a
oferta de produtos”, comenta o professor Renato Garcia.
A
inflação e a taxa Selic possuem uma relação direta, pois para combater a
inflação, o governo aumenta a Selic, que por ser uma taxa de referência,
aumenta as taxas de juros de empréstimos, por exemplo, fazendo com que a
população diminua o volume de empréstimos para comprar produtos.
Para
aproveitar esse momento pelo qual a economia brasileira está passando, os
economistas, Renato Vaz Garcia e Marcos Antonio Canhada, dão sugestões para
quem quiser poupar dinheiro ou investi-lo da melhor maneira.
“Depende do perfil de cada pessoa. O ideal sempre é a pessoa conseguir
guardar um valor mínimo que seja e deixar esse recurso aplicado em ativos que
tenham baixo risco. Principalmente se a pessoa não tem muita familiaridade com
mercado financeiro. A poupança é uma alternativa, mas tem outras como fundos de
renda fixa, CDB, títulos públicos, etc”, relata Garcia.
Já Canhada finaliza dizendo, “poupança é extremamente importante na
vida das pessoas, ela parte do sacrifício de abdicar do consumo presente
para utilização futura, é necessário, portanto criar a propensão a poupança. A
partir dos recursos gerados procurar, aplicações para que se maximize os
resultados. Tesouro Direto, CDBs, LCAs apresentam, neste momento, melhores
condições, do que a tradicional caderneta de poupança, porém isto deve ser
analisado caso a caso. O importante é a propensão a poupança ser estimulada”.

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