Número de registros de dívidas de julho deste ano é menor em relação ao mês anterior




De acordo com a Acso o número de jovens inadimplentes é sempre superior em relação ao restante das pessoas da cidade (Crédito: Mayco Geretti/ G1)

Número de registros de dívidas de julho deste ano é menor em relação ao mês anterior
De acordo com a Associação Comercial de Sorocaba, o número de jovens inadimplentes é sempre superior ao restante da população da cidade

Marcelo Gomes
A crise econômica federal atingiu grande parte da população do nosso município. A Associação Comercial de Sorocaba (Acso) divulgou dados que mostram que, embora as dívidas tenham caído, o número de Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) negativados teve um aumento entre junho e julho deste ano.
Um levantamento realizado no banco de dados da Acso indicou que o número de registros de dívidas caiu de 166.379 em junho para 166.247 em julho deste ano. Porém, o número de CPFs negativados saltou de 76.285 para 76.461 no mesmo período. Essa relação entre a queda no número de dívidas e o aumento no número de CPFs negativados se dá pelo motivo de uma pessoa poder ter mais de um registro, então, mesmo que sobre apenas uma dívida, o documento não é liberado.
Dados da Associação Comercial mostram que o número de jovens inadimplentes com até 30 anos é sempre superior em relação ao restante das pessoas da cidade, por serem a maior parte da População Economicamente Ativa (PEA), que são as pessoas que já estão no mercado de trabalho ou aqueles que possuem idade e condições para exercer algum trabalho remunerado. No Brasil, a idade mínima para se fazer parte da PEA é 15 anos.
A estudante Thatiane de Oliveira, 20, conta que quando começou a trabalhar em um hipermercado, precisou fazer uma conta-salário, mas por problemas de saúde na família teve que usar o cheque especial da conta e não conseguiu pagar a dívida.
“A empresa que trata das dívidas do banco me procurou para fazer uma negociação, porém, só consegui pagar dois meses que estavam parcelados em 12 vezes”, conta a estudante, que diz querer regularizar a inadimplência assim que conseguir um emprego.
O número de pessoas à procura para limpar o nome é muito grande, segundo informa à entidade. “Recebemos cerca de 400 pessoas diariamente que vêm para consultar o CPF. Nem todos conseguem limpar o nome no dia, mas sempre acreditamos que as negociações ajudam o inadimplente a regularizar o nome”.
Um fator relatado pela instituição que faz com que o número de inadimplências em Sorocaba aumente, é a crise econômica. “Ela tem feito esses números aumentarem, pois, a população fica sem dinheiro e para de pagar as dívidas para continuar comprando os bens de necessidades básicas”, relata.
Os associados que fazem parte da Acso são estabelecimentos comerciais e serviços da cidade. E, de acordo com os dados divulgados, a venda de veículos novos e usados, financeiras por empréstimos anteriores, escolas e administradoras de imóveis e condomínios estão entre os setores com maior número de dívidas.
Ainda conforme a instituição, as festividades de fim do ano (compras, viagens e presentes) e o pagamento das contas de IPVA e IPTU fazem com que aumente o número de inadimplentes no primeiro trimestre.
“Embora nosso banco de dados contemple exclusivamente as negativações de nossos associados, percebemos por meio dos números que o consumidor está mais cauteloso, aguardando a consolidação da recuperação da economia”, explica o presidente da Associação Comercial de Sorocaba, José Alberto Cépil.
Ele ainda diz que o mercado está reagindo e a tendência é que a inadimplência comece a cair no segundo semestre, especialmente, no final do ano quando os trabalhadores recebem o décimo terceiro salário.

“Recupere seu crédito”
Junto com empresas parceiras, a Associação Comercial de Sorocaba criou uma campanha chamada “Recupere seu crédito”, com o objetivo de renegociar dívidas.
A iniciativa acontece anualmente na praça Coronel Fernando Prestes, onde são dispostos vários guichês fornecendo orientações, dicas, consultas de Serviço Central de Proteção ao Crédito, entre outras.

A partir desta ação, as pessoas conseguem ter acesso mais fácil às renegociações e também à educação financeira.

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