Cenário econômico é propício para investimentos, dizem economistas
Cenário econômico é propício para
investimentos, dizem economistas
Economistas explicam o que fazer agora que a
economia do país voltou a crescer
A
economia do país está voltando a crescer e, diante desta realidade, o Banco
Central tem diminuído a taxa básica de juros (Selic), bem como, a inflação tem
demonstrado queda. Dentro deste cenário, economistas avaliam que é um bom
momento para que a população invista seu dinheiro em boas oportunidades.
“Depende do perfil de cada pessoa. O ideal sempre é a pessoa
conseguir guardar um valor mínimo que seja e deixar esse recurso aplicado em
ativos que tenham baixo risco. Principalmente se a pessoa não tem muita
familiaridade com mercado financeiro. A poupança é uma alternativa, mas tem
outras como fundos de renda fixa, Certificado
de Depósito Bancário (CDB), títulos públicos, etc”, diz o economista e
professor da Universidade de Sorocaba (Uniso), Renato Vaz Garcia.
Já o
professor do curso de Ciências Econômicas da Uniso, Marcos Antonio Canhada diz
que o hábito de fazer “poupança é extremamente importante na vida das pessoas,
ela parte do sacrifício de abdicar do consumo presente para utilização
futura, é necessário, portanto criar a propensão a poupança. A partir dos
recursos gerados, procurar aplicações para que se maximize os resultados.
Tesouro Direto, CDBs, Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs), apresentam neste momento melhores condições do que a
tradicional caderneta de poupança, porém, isto deve ser analisado caso a caso.
O importante é a propensão a poupança ser estimulada”.
Melhora lenta
Apesar
do cenário de crescimento, esse avanço ainda deve demorar um pouco para atingir
os níveis encontrados em anos anteriores, quando a economia estava de vento em
popa. Renato Vaz Garcia comenta que estamos melhorando de maneira muito lenta.
“A crise que tivemos foi muito severa e a recuperação irá demorar alguns anos.
Para isso, será fundamental a aprovação de reformas importantes, como a
previdenciária”, diz.
Mas um
reflexo da melhora econômica do País é a constante queda da Selic, que é a taxa
de juros utilizada como referência para as demais taxas na economia. Ela determina
os juros cobrados de uma forma geral na economia brasileira. Como é essa taxa
que é usada para o pagamento de empréstimos no mercado interbancário (entre
bancos), a queda da Selic resulta numa maior oferta de dinheiro dos bancos ao
público. Se existe pouco dinheiro em oferta na economia, a taxa é alta, pois a
demanda é maior do que a oferta, mas se tem bastante, ocorre o inverso, e a
taxa fica baixa.
Sobre a
Selic, Marcos Antonio Canhada explica que “sua tendência de queda neste momento
é importante pois auxilia no crescimento da demanda (da população) por
bens e serviços e também estimula investimentos, fatores importantes para
a retomada sustentável do crescimento econômico”.
A
inflação e a taxa Selic possuem uma relação direta, pois para combater a
inflação, o governo aumenta a Selic, que, por ser uma taxa de referência, aumenta
as taxas de juros de empréstimos, por exemplo, fazendo com que a população
diminua o volume de empréstimos para comprar produtos.

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