CRÔNICA: O meio de comunicação que une e separa ao mesmo tempo

Foto: Pixabay

O meio de comunicação que
une e separa ao mesmo tempo
Apesar da facilidade e praticidade do dia a dia, o celular acabou retrocedendo as relações humanas

Marcelo Gomes

Ele veio para encurtar distâncias, aproximar, unir e quebrar a barreira de espaço entre familiares, amigos, namorados.... Enfim, pessoas que possuem relações fraternais e que por diversos motivos não podem, nem conseguem estar juntos diariamente, nem frequentemente e acabam não se vendo por muito tempo, muitas vezes por anos.
Com apenas alguns toques em botões, agora na própria tela, alguém que está em São Paulo pode falar e até ver alguém que esta lá no Maranhão, Rio Grande do Sul, Estados Unidos, Alemanha, China, não importa, todo o planeta se conecta por meio de um aparelho que parece ser tão simples, mas que tem um papel grandioso na nossa atualidade.
Imagine a alegria, a emoção de uma mãe que não vê os filhos há anos e com apenas um clique pode matar a saudade que aperta seu coração cada dia mais, do local que estiver, da sua casa, seu trabalho... E no lugar do aperto, transborda apenas felicidade.
Hoje, todo mundo, ou a grande maioria da população, possui um celular. Crianças de cinco, sete anos, já fuçam os aparelhos e todas as tecnologias deste século de cabo a rabo. Às vezes me pergunto se já nascem com essa habilidade, adaptadas para o mundão tecnológico em que vivemos.
O problema é que o que era para aproximar, só aproxima quem está longe, mas separa quem está perto. Por exemplo em uma festa, todo mundo reunido, porém, não existe diálogo, não há o olho no olho, que era tão importante tempos atrás. Todos os olhos ficam voltados para a tela do celular. A única coisa que se ouve é a música abafando o silêncio que cai pressionando a roda de amigos.
Podemos trazer também essa realidade mais para perto de nós. Quantas famílias, e eu conheço algumas, morando na mesma casa e a principal forma de comunicação é por meio de mensagens? Onde foi parar aquele momento em que todos se sentam à mesa para almoçar? As conversas entre pais e filhos, filhos e pais? É muito raro.
Lógico, não sou contra o uso do celular, nem contra todas as tecnologias existentes, pelo contrário, é maravilhoso você poder ter tudo na palma da sua mão, ter no seu dia a dia facilidade e praticidade. No entanto, é preciso haver limites para que a humanidade não acabe retrocedendo e perdendo algo muito importante do ser humano, o dom da fala.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Programa de esportes beneficia centenas de idosos de Sorocaba

UBS Vitória Régia tem biblioteca comunitária

Número de registros de dívidas de julho deste ano é menor em relação ao mês anterior