Análise sobre o filme “O Nome da Rosa” de Jean – Jacques Annaud, de 1986
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| Foto: Divulgação |
Relatório sobre o filme O Nome da Rosa
Marcelo Gomes
A Idade
Média foi um momento histórico em que a Igreja mantinha todo o poder somente para
si e disseminava para o povo os seus dogmas como sendo as únicas verdades
existentes.
O filme
“O Nome da Rosa” de Jean – Jacques Annaud, de 1986, retrata esse período
contando a história de um frade franciscano e seu discípulo, que chegam em um
mosteiro com a missão de desvendar o mistério por traz de mortes de alguns
monges do local.
Para
esses monges, as mortes eram obras de alguma ação demoníaca e eram sinais
do apocalipse. Já o frade William usava da lógica e da razão para tentar
desvendar quem era o culpado dos crimes.
A partir
disso, podemos dizer que no filme são retratados dois pensamentos filosóficos diferentes.
O de Platão com seus mundos físico e metafisico e o de Aristóteles com sua
razão.
A Igreja neste período bane os escritos de
filósofos que possuíam ideias, teorias diferentes das suas, inclusive, aqueles
que eram e/ou pensavam contra os dogmas da Igreja Católica eram acusados de
serem infiéis e hereges, sendo perseguidos e torturados, muitas vezes até a
morte.
Um dos
filósofos a ter suas obras banidas é Aristóteles, justamente por ir contra o
modo de pensar da Igreja, por mostrar que a verdade é encontrada pela razão,
pelo raciocínio e negar um mundo das ideias, onde haja um ser superior que tem
o controle de tudo e que é o centro de toda existência.
Seus
livros, com temas de comédia e riso, podiam, segundo a Igreja, colocar a fé das
pessoas em dúvida e levá-las a desobedecer e perder o temor a Deus, porque a
razão abre um leque enorme de possibilidades para se entender o nosso meio.
Todo
esse pensamento vai contra o que Platão pensava, pois, para ele, existiam dois
mundos, um físico e um metafisico, e era nesse mundo das ideias que existiam os
conceitos fundamentais, os conceitos de verdades imutáveis.
É nesse
conceito de verdade imutável e incontestável de Platão que a Igreja da época se
apoia para disseminar sua verdade, pois eles colocam Deus como o centro do
mundo abstrato defendido pelo pensamento platônico, sendo assim impossível
questionar se Ele existe ou não, trazendo-O para o centro de todos os
acontecimentos e soluções das coisas que acontecem no mundo físico e fazendo assim,
com que as pessoas não deixem de acreditar nas verdades que ela quer espalhar.

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