“Aprendendo Capoeira” na Uniso

A capoeira ajuda também na sociabilidade e coletividade_Foto: Marcelo Gomes

“Aprendendo Capoeira” na Uniso       

Marcelo Gomes
              Teve início no dia 27 de setembro de 2016, na Cidade Universitária, o projeto de extensão “Aprendendo Capoeira”, desenvolvido pelo aluno Rodrigo Kashexa, 34, do 4º semestre do curso de Educação Física (Licenciatura), com a orientação do professor e Coordenador do curso, Vagner Reolon Marcelino.
           O projeto, que possui duração de dois semestres, consiste em promover aulas gratuitas de capoeira para alunos da Uniso e funcionários tanto do Colégio Dom Aguirre como da própria Universidade. As aulas acontecem nas terças e quintas das 11h:30 às 13h:00 no Laboratório de Atividades Expressivas e Recursos Terapêuticos, no Prédio de Apoio 2, na Cidade Universitária.
              Rodrigo prática capoeira há 21 anos e conta que tem vontade de desenvolver um projeto desde que entrou no curso. “Eu tenho um trabalho já a algum tempo com a capoeira na parte infantil, trabalhando com a coordenação motora e a lateralidade, trabalhar de maneira igualitária ambos os lados do corpo, e conversando com o professor Vagner surgiu a ideia de se trabalhar também nos adultos e fazer um mapeamento do desenvolvimento motor que a capoeira pode estar trazendo”, diz.
           Ele conta também que irá encerrar o projeto com dois artigos acadêmicos. Um sobre o desenvolvimento motor das pessoas que participaram e outro sobre os benefícios em qualidade de vida, a alegria que se dá na pratica da capoeira, “porque nós sabemos que qualquer atividade física gera um nível de felicidade por conta de alguns hormônios, e a capoeira por causa da música, da dança, do jogo a gente quer fazer um mapeamento de até onde conseguimos chegar no grau de satisfação e alegria dos envolvidos do projeto”, relata.

Rodrigo ensina os movimentos básicos da capoeira_Foto: Marcelo Gomes
       A capoeira desenvolve flexibilidade, diminui o percentual de gordura, melhora a questão cardiorrespiratória, ela pode trabalhar o social, porque envolve afetividade, sociabilidade e coletividade e por isso Rodrigo conta que a importância do projeto é o desenvolvimento motor dos alunos e em contrapartida os benefícios em qualidade de vida.
        Julia Branco, 21, estudante do 4º semestre do curso de Licenciatura em Educação Física, participa do projeto e está na mesma sala que o Rodrigo. “Um ano mais ou menos eu perguntei para o Rodrigo se iria ter alguma coisa com capoeira, eu sempre tive vontade, mas nunca tinha feito. E estou gostando bastante”, conta.
            O idealizador do projeto diz também que faz parte da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte-Capoeira (Abadá Capoeira) e que lá eles têm trabalhos sociais, onde trabalham com questões sobre desmatamento, lixo, meio ambiente, entre outros.
            “A gente vive trabalhando em prol dessas campanhas, nós procuramos desenvolver dentro do nosso grupo o capoeirista como um todo, tanto que o meu objetivo com o projeto não é tirar daqui bons capoeiristas e sim bons seres humanos, bons capoeiristas numa questão humana”, finaliza.

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